Nerissa Goedhart
Da experimentação à operacionalização: como as organizações de segurança estão a adotar a tecnologia de drones

Os drones fazem parte do panorama da segurança há anos. Desde operações de busca e salvamento até à monitorização de infraestruturas críticas, a tecnologia provou o seu valor. No entanto, muitas organizações têm lutado durante muito tempo com a mesma questão: como transformar um projeto de inovação promissor numa parte estrutural das operações diárias?
Essa mudança está agora bem encaminhada. E vai mais além da própria tecnologia.
Do piloto à prática
Nos últimos anos, organizações de segurança e defesa em todo o mundo investiram fortemente em tecnologia de drones. Muitas dessas trajetórias começaram como projetos-piloto: limitados, experimentais, frequentemente impulsionados por uma equipa de inovação ou por um projeto específico.
Mas a fase de experimentação está a dar lugar a outra coisa. Os drones são cada vez mais utilizados como parte permanente da prática operacional, na gestão de incidentes, na vigilância de fronteiras, na inspeção de infraestruturas e na manutenção da ordem pública. A questão já não é se a tecnologia funciona, mas como integrá-la estruturalmente em processos, equipas e sistemas.
Joost Tuinman, conselheiro estratégico e fundador da Gardener Consultancy, descreve a mudança da seguinte forma: "Os drones deixaram de ser um projeto de inovação. Estão a tornar-se uma parte essencial da operacionalização, das operações de negócio e da recolha de informação."
A lição da Ucrânia
Conflitos como o da Ucrânia reforçaram significativamente a consciencialização para a tecnologia de drones no setor da segurança. Não apenas no campo de batalha, mas também na discussão mais ampla sobre a forma como as organizações utilizam tecnologia em situações complexas e em rápida mudança.
O núcleo dessa lição é simples, mas de grande alcance: a combinação de sensores, dados e tomada de decisão rápida é decisiva. Os drones desempenham um papel fundamental nisso, mas apenas quando fazem parte de um todo maior.
"Conflitos como o da Ucrânia deixam dolorosamente claro que a velocidade, a escala, a massa e a tecnologia a funcionar em conjunto são decisivas", afirma Tuinman.
A tecnologia, por si só, não chega
Aqui reside um dos desafios mais subestimados do momento. As organizações que procuram aumentar a escala da utilização de drones irão, mais cedo ou mais tarde, deparar-se com os mesmos obstáculos: a tecnologia existe, mas a doutrina, a formação e a estrutura organizacional ainda não foram construídas em torno dela.
Tuinman é claro quanto a isto: "A tecnologia só funciona quando está integrada, não apenas do ponto de vista técnico, mas também organizacional e doutrinário, e quando é compatível com outros sistemas e plataformas. As organizações que acertam nisto têm uma vantagem estratégica."
Isso exige uma forma diferente de pensar. A tecnologia de drones não é uma ferramenta autónoma que se compra e implementa. É uma capacidade que exige políticas, formação, procedimentos e uma plataforma que reúna tudo num só lugar.
O papel do software na operacionalização
Um dos fatores críticos na transição da experimentação para a operacionalização é o software. Sem uma plataforma robusta que faça a gestão, produza relatórios e integre as operações com drones com outros sistemas, a utilização de drones continua fragmentada.
Uma plataforma operacional fornece uma visão global: quem está a voar, onde, sob que autorização e com que objetivo. Liga o planeamento à execução e a execução à análise. Garante conformidade, escalabilidade e controlo, mesmo quando várias equipas operam em simultâneo na mesma área.
É precisamente neste ponto que a AirHub faz a diferença. A plataforma foi concebida para gerir operações com drones em ambientes complexos, desde implementações isoladas até operações coordenadas em larga escala, envolvendo múltiplos sistemas e equipas em simultâneo.
Stephan van Vuren, CEO da AirHub, vê isto refletido na prática diária: "As organizações procuram-nos não apenas pela tecnologia. Procuram-nos porque querem controlo sobre as suas operações. Isso exige uma plataforma que cresça com a complexidade das suas implementações e se integre de forma fluida na forma como trabalham."
O que as organizações podem fazer agora
A transição da experimentação para a operacionalização requer medidas concretas. Algumas considerações-chave:
Estabelecer uma base operacional única. Reunir a utilização de drones numa única plataforma que forneça uma visão global dos voos, autorizações, pilotos e dados.
Investir em doutrina e formação. A tecnologia só tem o seu melhor desempenho quando as pessoas sabem como e quando a utilizar.
Envolver todos os níveis da organização. A operacionalização não é um projeto de TI. Afeta a política, os RH, os quadros jurídicos e os processos de trabalho diários.
Escolher a escalabilidade desde o início. A necessidade vai crescer. Certifique-se de que a plataforma e os processos crescem com a organização.
As organizações que investem agora na integração estrutural da tecnologia de drones estão a construir uma capacidade que só se tornará mais importante nos próximos anos. A questão não é se se deve dar este passo, mas quando e como.
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